Porto Alegre / RS
Rua São Luis, 570
Bairro Santana
Cep: 90620-170
51 3061-2047
51 99683-3006
adm@mpa.com.br
Como fazer a manutenção e limpeza das fachadas de vidro
(12/11/2018)
Fachadas de vidro, seja em arranha-céus ou em prédios baixos ou residências, são um atrativo estético para as construções — sem contar os outros benefícios que o nosso material oferece. Mas, além da instalação, é preciso que, de tempo em tempo, seja feita corretamente a manutenção e limpeza da estrutura, a fim de manter e prolongar todos os benefícios que ela oferece. Para isso, confira as nossas dicas!
Planejamento é essencial
Já na hora de instalar a fachada, é necessário que os responsáveis pensem em como serão feitas, posteriormente, a manutenção e limpeza. O ideal é inserir pontos de fixação nas coberturas para a utilização de balancins ou de cordas profissionais, como as utilizadas em rapel. Se não for possível, existe a alternativa de se criar aberturas nas fachadas para o acesso dos profissionais da manutenção.
Trabalhos em construção baixas
Nesses lugares, é possível trabalhar no chão, com a ajuda de escovas e rodos equipados com hastes de longo alcance. Evite usar máquinas que geram jatos d’água: a estanquidade das estruturas pode ser comprometida por conta da pressão pontual da água.
Em edifícios altos
A primeira regra é se preocupar com a segurança, tanto de quem irá limpar, como dos pedestres e do patrimônio. A Norma Regulamentadora 35 (NR35), do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece as medidas de proteção para o trabalho em altura — toda atividade executada acima de 2 m do nível inferior. Nesses casos, a limpeza deverá ser feita por meio de balancim ou corda (rapel).
Cuidado com os produtos utilizados
Durante o processo de limpeza, é proibido agredir o vidro com produtos abrasivos ou que possam causar corrosão. E não é só o nosso material que pode ser danificado: tratamentos superficiais das esquadrias (como pintura eletrostática e anodização) também podem sofrer.
Dupla imbatível: sabão neutro e água
Esses dois, com o auxílio de esponja ou pano macio, retiram grande parte das sujeiras. Diversos produtos para limpeza estão disponíveis no mercado, mas fique atento às informações nos rótulos das embalagens. Algumas empresas usam, por exemplo, água desmineralizada, para potencializar a ação. Existem ainda itens à base de silicone e teflon que formam uma “camada” invisível, tampando os poros do vidro.
A limpeza deve ser feita de quanto em quanto tempo?
Depende da localização. Se o prédio está em locais com muito trânsito (com fuligem, culpa da fumaça dos carros); em parques e regiões costeiras (com maresia e limo); ou em regiões onde chove bastante (água com alto teor de minerais, como cálcio e magnésio), a limpeza deve ser feita mensalmente.
Fonte: Abravidro
Últimas Notícias
A Pele de Vidro de The Line – Uma Visão Futurista e seus Desafios Gigantescos
The Line, o megaprojeto da Arábia Saudita, promete redefinir a vida urbana com uma cidade linear de 170 km de comprimento, 500 metros de altura e apenas 200 metros de largura. Em sua essência, essa estrutura monumental será revestida por uma fachada de vidro espelhado contínua, uma verdadeira "pele de vidro" que se estenderá por todo o seu comprimento. Essa escolha arquitetônica não é apenas estética, mas um pilar central da visão de The Line. 1. A Visão da Pele de Vidro em The Line A fachada espelhada de The Line é uma das características mais marcantes e discutidas do projeto. Estética Futurista e Integração com a Paisagem: A proposta é que o espelho reflita a paisagem desértica circundante, camuflando a imensa estrutura e criando um efeito visual impressionante. A ideia é que a cidade se misture com a natureza, minimizando seu impacto visual colossal no ambiente. Controle Climático Passivo: Embora não detalhado em todas as comunicações, a "pele de vidro" espelhada é teoricamente projetada para ajudar no controle térmico. O espelhamento reflete a luz solar, reduzindo a absorção de calor e, consequentemente, a necessidade de resfriamento interno em um clima desértico. Autossuficiência Energética: The Line promete operar com 100% de energia renovável. Embora a fachada de vidro em si não seja a única fonte de energia, ela pode integrar tecnologias como BIPV (Building-Integrated Photovoltaics) – células solares transparentes ou semitransparentes incorporadas ao vidro – contribuindo para a geração de energia. Relatos indicam que essa abordagem é um dos pilares para a neutralidade de carbono prometida. 2. Desafios e Controvérsias da "Pele de Vidro" em The Line A ambição de The Line e sua gigantesca pele de vidro vêm acompanhadas de desafios sem precedentes e críticas significativas. Impacto Ambiental e Biodiversidade: Barreira para Migração: Uma estrutura de 170 km de extensão e 500 metros de altura, mesmo que espelhada, criará uma barreira física monumental para a migração de animais na região, incluindo aves. A transparência e o reflexo do vidro são um perigo conhecido para aves. Embora haja menções de que o projeto planeja tratar o vidro para evitar colisões de pássaros e considerar padrões migratórios, a escala do desafio é imensa. Efeito Estufa Urbano: Apesar do espelhamento, o calor refletido pode criar um "microclima" quente em torno da estrutura, impactando a flora e fauna locais. Além disso, a absorção residual de calor na superfície de vidro pode gerar um efeito de "forno" em seu interior, exigindo sistemas de resfriamento massivos. Construção e Logística: Volume de Materiais: A quantidade de vidro e outros materiais necessários para uma estrutura desse porte é astronômica, levantando questões sobre a pegada de carbono da produção e transporte. Manutenção Contínua: A limpeza e manutenção de uma fachada de vidro de 170 km de extensão, com 500 metros de altura, em um ambiente desértico sujeito a tempestades de areia, será um desafio logístico e financeiro sem precedentes. Viabilidade e Custos: Dúvidas de Especialistas: Muitos arquitetos e urbanistas expressam ceticismo sobre a viabilidade técnica e financeira de construir uma cidade com essas características, especialmente dentro do prazo e orçamento previstos. Relatórios recentes (maio de 2025) indicam que o progresso da construção é lento e que a escala real pode ser menor do que o prometido inicialmente, com apenas a fase de fundações iniciada em algumas áreas. Emissões de CO2 na Construção: A construção em si gerará uma quantidade maciça de CO2. Estima-se que as emissões totais de carbono da construção de The Line possam ser equivalentes às emissões totais do Reino Unido ao longo de quatro anos. Conforto Humano e Adaptação: Psicologia da Vida Linear: Viver entre dois "muros" de 500 metros de altura por 170 km, sem a tipologia urbana tradicional, levanta questões sobre a experiência humana e o bem-estar psicológico dos 9 milhões de habitantes prometidos. Ventilação e Circulação de Ar: A forma fechada e linear do projeto pode criar desafios para a circulação de ar e o conforto térmico interno, mesmo com tecnologias avançadas de controle climático. 3. A "Pele de Vidro" de The Line: Uma Experiência Única no Mundo da Arquitetura Independentemente dos desafios, The Line representa um experimento arquitetônico ousado e sem precedentes na história. A "pele de vidro" neste contexto não é apenas um revestimento, mas a própria identidade visual e funcional da cidade, encapsulando a promessa de um futuro urbano radicalmente diferente. Padrão para Cidades do Futuro? Se The Line conseguir superar seus desafios e concretizar sua visão, ela pode se tornar um modelo (ou um alerta) para o desenvolvimento urbano em grande escala. Inovação de Materiais: A necessidade de vidros de ultra-alta performance, com propriedades de controle solar, autolimpeza e potencialmente geração de energia, impulsionará inovações significativas na indústria do vidro. A "pele de vidro" de The Line é muito mais do que estética; é o epicentro de uma visão futurista que desafia os limites da engenharia, da sustentabilidade e da própria concepção de cidade. Seu desenvolvimento continua a ser observado de perto, com a promessa de lições valiosas para o futuro da arquitetura global.
(03/06/2025)
Janelas Eletrocrômicas: A Nova Revolução nas Fachadas de Vidro e Esquadrias Inteligentes
As fachadas pele de vidro são sinônimo de modernidade e sofisticação, mas também representam um desafio quando o assunto é conforto térmico e eficiência energética. Agora, uma inovação tecnológica promete mudar esse cenário: as janelas eletrocrômicas de banda dupla. Desenvolvida por cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (EUA), essa tecnologia permite controlar, de forma automatizada, a entrada de luz visível e radiação infravermelha — sem comprometer a visibilidade ou a estética da fachada. O resultado? Uma redução comprovada de até 20% no consumo de energia com sistemas de climatização, especialmente em regiões de clima quente. O vidro atua como uma barreira térmica inteligente, ajustando-se dinamicamente à radiação solar e ao calor. Essa inovação é ideal para esquadrias de alumínio e PVC integradas a sistemas de automação predial, oferecendo mais conforto aos ocupantes e maior sustentabilidade às construções. Para edifícios comerciais, corporativos ou residenciais de alto padrão, essa solução pode representar economia de longo prazo, redução de emissões e valorização do imóvel. Fonte original: Science Daily – High-Tech Windows Cut Building Energy Use by 20%
(24/02/2025)
Pele de Vidro - Um prédio moderno que desabou
Documentário "Pele de Vidro" revisita a tragédia do Edifício Wilton Paes de Almeida e resgata memória da arquitetura moderna brasileira No dia 1º de maio de 2018, a empena de um prédio no centro de São Paulo revelou um anúncio antigo: "Beber Caracú é beber saúde". Por trás da nostalgia publicitária, um cenário de devastação: a carcaça do Edifício Wilton Paes de Almeida havia cedido após um incêndio de grandes proporções. O que antes fora um ícone da arquitetura modernista brasileira, projetado por Roger Zmekhol, tornava-se agora escombros — física e simbolicamente — de um país em colapso habitacional. O documentário Pele de Vidro, dirigido por Denise Zmekhol, filha do arquiteto, transcende o escopo de um simples registro arquitetônico. A obra costura uma narrativa que mescla memória familiar, análise crítica da paisagem urbana brasileira e denúncia das falhas sistêmicas de planejamento e políticas públicas. O edifício torna-se protagonista de uma história em que o concreto e o vidro já não sustentam apenas estruturas, mas também camadas profundas de identidade e abandono social. Um marco modernista e seu colapso simbólico Projetado nos anos 1960 como parte de uma São Paulo em ascensão, o Wilton Paes de Almeida é reinterpretado no documentário como símbolo de um ideal modernista de progresso que, ao longo das décadas, foi sendo corroído por negligência institucional. O edifício, de pele envidraçada — material símbolo da transparência e da utopia arquitetônica — foi transformado em abrigo precário de centenas de famílias em situação de vulnerabilidade. O colapso estrutural do edifício representou também o colapso de políticas habitacionais insuficientes. A tragédia evidenciou falhas na gestão urbana, ausência de fiscalização e a fragilidade da ocupação informal. Denise Zmekhol visita os escombros não apenas como cineasta, mas como filha em busca de reconexão com a memória de seu pai, falecido quando ela tinha 14 anos. Através do olhar técnico e sensível, o documentário transforma o edifício em uma metáfora potente: o Brasil moderno, promissor, que ruiu diante das desigualdades sociais persistentes. Arquitetura como expressão de identidade e memória O uso do vidro como elemento estético e simbólico torna-se central na narrativa. No filme, ele representa tanto a promessa de um país moderno quanto a fragilidade das suas estruturas sociais. A diretora documenta os relatos emocionantes de ex-moradores, revelando uma ocupação marcada por precariedade, corrupção interna e ausência do Estado. A estrutura abandonada, antes marco arquitetônico, torna-se ruína habitada. O contraste entre o projeto original e a realidade da ocupação expõe a ruptura entre intenção e consequência no urbanismo brasileiro. O edifício não apenas desmoronou fisicamente, mas revelou um colapso ético e estrutural da política urbana brasileira. Reconciliação e preservação da memória Pele de Vidro também se firma como ato de reconciliação. A ausência do pai e do prédio é compensada pela presença simbólica dos dois no documentário. Denise transforma o processo de filmagem em uma carta ao pai — e ao Brasil — que tenta compreender e preservar o que ainda pode ser salvo: a memória. Premiado nos festivais internacionais de arquitetura de Barcelona e Milão, o documentário estreia no Brasil pelo Festival do Rio 2024 e será exibido na 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A obra se consolida como um importante registro da história da arquitetura moderna nacional e uma reflexão profunda sobre as camadas urbanas, políticas e humanas que moldam nossas cidades. Fonte: https://www.archdaily.com.br/br/1021543/pele-de-vidro-filme-resgata-historia-de-edificio-moderno-que-desabou-em-incendio/66f1cc74400318017c33625f-pele-de-vidro-filme-resgata-historia-de-edificio-moderno-que-desabou-em-incendio-imagem Trechos adaptados de ArchDaily Brasil – “Pele de Vidro: filme resgata história de edifício moderno que desabou em incêndio” Link original: https://www.archdaily.com.br
(05/10/2024)
Fachada pele de vidro deve ser levada a serio
g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2024/07/09/shopping-e-multado-por-morte-de-consumidora-que-foi-atingida-por-estrutura-de-fachada-em-campina-grande.ghtml
(27/11/2023)
Norma ABNT 6123 e 7199, porque devem estar sempre juntas
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2023/11/16/temporal-arranca-fachada-de-vidros-de-pizzaria-em-cruz-alta-video.ghtml
(16/11/2023)
Casa de vidro - Casa Cor
https://casacor.abril.com.br/arquitetura/fachada-deslizante-sobre-trilhos-casa-de-vidro/
(03/04/2023)
Porto Alegre / RS
Rua São Luis, 570
Bairro Santana
Cep: 90620-170
51 3061-2047
51 99683-3006
adm@mpa.com.br